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II DOMINGO  DO ADVENTO |

  ANO C

05 de dezembro de 2021

Podemos situar o tema deste domingo à volta da missão profética. Ela é um apelo à conversão, à renovação, no sentido de eliminar todos os obstáculos que impedem a chegada do Senhor ao nosso mundo e ao coração dos homens. Esta missão é uma exigência que é feita a todos os batizados, chamados - neste tempo em especial - a dar testemunho da salvação/libertação que Jesus Cristo veio trazer.
O Evangelho apresenta-nos o profeta João Baptista, que convida os homens a uma transformação total quanto à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às prioridades da vida. Para que Jesus possa caminhar ao encontro de cada homem e apresentar-lhe uma proposta de salvação, é necessário que os corações estejam livres e disponíveis para acolher a Boa Nova do Reino. É esta missão profética que Deus continua, hoje, a confiar-nos.
A primeira leitura sugere que este "caminho" de conversão é um verdadeiro êxodo da terra da escravidão para a terra da felicidade e da liberdade. Durante o percurso, somos convidados a despir-nos de todas as cadeias que nos impedem de acolher a proposta libertadora que Deus nos faz. A leitura convida-nos, ainda, a viver este tempo numa serena alegria, confiantes no Deus que não desiste de nos apresentar uma proposta de salvação, apesar dos nossos erros e dificuldades.
A segunda leitura chama a atenção para o facto de a comunidade se dever preocupar com o anúncio profético e dever manifestar, em concreto, a sua solidariedade para com todos aqueles que fazem sua a causa do Evangelho. Sugere, também, que a comunidade deve dar um verdadeiro testemunho de caridade, banindo as divisões e os conflitos: só assim ela dará testemunho do Senhor que vem.

 (https://www.dehonianos.org/) 

 D. João Lavrador tomou posse e pediu prioridade «aos pobres e excluídos»   

O novo bispo de Viana do Castelo disse hoje, na celebração de entrada na diocese, que a "alegria contagia" e possui "uma transcendente maneira de se comunicar", defendendo "uma nova etapa de evangelização". 

Na homilia da Missa a que presidiu, D. João Lavrador referiu que a "missão evangelizadora da Igreja", que toca a cada batizado, "exige a formação cristã capaz de capacitar os cristãos para a sua vivência comunitária alicerçada na celebração da Eucaristia e a partir dela saber estabelecer um diálogo sereno, convicto e frutuoso com o mundo atual". "Numa atitude ecuménica e interconfessional, queremos caminhar em conjunto", sublinhou D. João Lavrador. 

O responsável católico indicou que a evangelização coloca a Igreja "ao serviço da pessoa e da sociedade cujo palco é o mundo concreto em que se vive", e neste contexto é o "mundo familiar, profissional, associativo, de serviço publico, cultural e politico a exigir de todos os cristãos, pessoal e de forma associada, a presença renovadora do Evangelho". 

O bispo sustentou que urge mudar os "paradigmas económicos, que só se corrigirão se colocarem a pessoa humana no centro das decisões e cujos projetos partam da primazia a dar aos pobres e excluídos". Em relação aos excluídos e marginalizados que sentem a "dignidade amordaçada", o bispo destacou que devem gritar, com o intuito de despertar a consciência "tantas vezes adormecida". "Ensinai-nos os caminhos que nos levam a ser uma única humanidade, fraterna, despojada e aberta para a partilha", apelou. D. João Lavrador realçou, na homilia, que a Igreja presente no mundo "terá de se empenhar na verdadeira ecologia ou ecologia integral". 

A sua preocupação com a criação, partilhada com diversos sectores da sociedade, deve levar o cunho próprio que advém de uma autêntica teologia da criação e que se traduz em comportamentos de ascese, de austeridade, de defesa de recursos e de simplicidade". O novo bispo da diocese do Alto Minho é o sucessor de D. Anacleto de Oliveira, que faleceu vítima de um acidente de viação, em setembro de 2020. 

D. João Evangelista Pimentel Lavrador nasceu a 18 de fevereiro de 1956, em Seixo, concelho de Mira, Diocese de Coimbra, e entrou, em 1967, no Seminário de Buarcos. 

A 7 de maio de 2008, Bento XVI nomeou-o bispo auxiliar do Porto e a 29 de setembro de 2015 foi nomeado bispo coadjutor de Angra, pelo Papa Francisco, assumindo a missão de bispo diocesano a 25 de março de 2016; no último dia 21 de setembro, o mesmo Papa escolheu-o como bispo de Viana do Castelo. 

D. João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais, dirigiu uma palavra aos jovens que estão a caminhar rumo à Jornada Mundial da Juventude 2023, em Lisboa, que considerou o "presente" da sociedade e da Igreja, não só o seu futuro. 

"Convido-vos a integrardes as comunidades cristãs e a dar-lhes a força e o vigor, a renovação e a alegria que brotam do vosso entusiasmo e dinamismo", indicou.

A Nossa História

A Paróquia de Nossa Senhora de Monserrate foi instituída em 23 de Janeiro de 1621.

Porém, a história da criação da Paróquia tinha começado 80 anos antes e envolveu quatro Arcebispos de Braga.

A primeira intenção de criar a Paróquia foi demonstrada em 1541, quando o Arcebispo de Braga, D. Frei Diogo da Silva, em visitação, tendo constatado o grande aumento demográfico da Vila de Viana, decidiu, após ouvir o Cabido e a Câmara, criar uma nova paróquia, e edificar outra igreja com a invocação do Bem-Aventurado Apóstolo, S. Paulo, na parte ocidental da Vila. O Arcebispo faleceu alguns meses depois e o processo não se concretizou.